sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Segundo Áurea, somos uma obra

Eu, você... Nós. Todos, seres humanos.
Minha professora de Matemática na 5º série se chamava Áurea. Uma mulher muito bacana e que não tem nada a ver com a Lei Áurea que, em 1888, aboliu a escravatura. (Ah,vá!)
Ela nos dizia que não podíamos reclamar, pois bastava olhar para nós mesmos e perceber a quantidade de detalhes obtidos. Segundo Áurea, somos uma obra: "Olhem os seus rostos. Meça o seu nariz e o compare com as orelhas, boca e olhos... Todos têm o 'mesmo' tamanho! Vocês são perfeitos, não tem do que reclamar. São uma obra!"

Quando ela proliferava estas sábias palavras a classe ficava em silêncio e refletia. Grilos eram ouvidos no jardim, era percebida a troca de marcha dos carros que passavam na rua, as tias da cozinha eram ouvidas enquanto coçavam suas costas ao cozinhar e o simples ventilador da classe tornava-se uma turbina de avião. Éramos envolvidos numa baita reflexão.

"O desenho do nosso rosto é proporcional! UAAU!", diziam alguns colegas.

E a professora estava certa, oras. Somos, sim, proporcionais. Mas não adianta. O ser humano reclama de tudo!
 
Nesses últimos dias tem feito um calor danado, né?
Vai falar que você não escutou algum ser humano infeliz reclamando? (Escutar algum animal seria DEMAIS!)
E com esse calor féladumamãe acontecem também as chuvas... Pois é. Você captou a idéia! Congratulations!!!!
Reclamamos do calor, da chuva, das tias da cozinha que coçam as costas enquanto cozinham, de tudo. Do que não reclamamos??
Quero polêmica, com generalizações e tudo mais. Do que não reclamamos?
 
Não há assunto que não gere algum tipo de reclamação por quem quer que seja. Sempre tem um!
 
Você é um tremendo reclamão!
Mas ca-calma, ca-calma... Não é só você, não. Todo o mundo é assim.
 
Mas, por quê?!
Não sei. Você sabe?
 
Hummmm... Freud. Eu aposto que ele explicaria. Afinal, ele é Freud! (FRÓIDI É FODA!!!!)
Mas (Já reparou quantos "mas" aqui?!?!) ele não está aqui... Froideu.
 

Sigmund Freud, o Fróidão!
 
Reclamar está no nosso sangue. É normal. Se não reclamássemos, talvez não seríamos esses tais de seres humanos.
MAS, mas, mas, maaaas... Também não precisamos reclamar de coisas banais.
 
Pausa dramática para a definição, segundo Wikipedia, de BANALIDADE: "Eram tributos do feudalismo pagos pelo servo para a utilização de bens de propriedade do senhor feudal, pela utilização de equipamentos e instalações do senhorio (celeiros, fornos, moinhos, pontes, etc.), pois o senhor feudal detinha todos estes equipamentos."
 
O que quero dizer (Quem sou eu para dizer alguma coisa?) é que não precisamos ficar reclamando de coisas simples, bobas, banais, que não irão atrapalhar de maneira alguma nossa vida.
 
Tá bravo com o BBB? Raiva de seu time de futebol? Ódio da chuva?
Nhaaaa... Cê tá de brincadêra, né?!
 
Reclame apenas do que realmente for necessário. Não fique aí com essa cara. Tá pensando em reclamar, é?!
 
Aproveite o feriado, curta o Carnaval. E, na boa, se for comentar o post, que não seja para RECLAMAR!

HAHAHAAAHAHA!


Abraços.

5 comentários:

Anônimo disse...

Muiiiiiiiiiito bom Zéziiinho, você é demais, deveria ser colunista de algum jornal ou editora, escreve bem demais, dá até uma invejinha, mas boooa! *.* haahahha
beeeijo e paaaarabéns s2

By Brenda..

ps: Não tenho conta no google, haaha

Anônimo disse...

parabens josé... É isso aí cara! Não reclama do sped, nem de ir trabalhar na quarta e, muito menos, de não conseguir abrir a garrafa de refri.

Abrcs.

Anonimo anonimo

Anônimo disse...

quero postar um comentario e ñ sei como. Como q faiz?

Brenda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Grande texto. Quem escreveu sabe bem do que está falando!
A mensagem é clara: Não reclame, pois você tem que ter motivos bons para fazê-lo!

Masssssssssssss, que merda de calor é esseeeeeeeeeeeeeeeee!!! haiuhasiuhiaushasiuhsiauhiuahiaushiuashsiuhaiuhasihasiuh ;D

Ass: Andressa!